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Uber x Táxis: o recado não foi entendido!

Nas últimas semanas, você com certeza se deparou com notícias sobre a polêmica envolvendo a regulamentação do Uber, aquele aplicativo que permite “chamar motoristas particulares para caronas remuneradas”. Os taxistas protestam muito e, de um modo geral, estão sendo apoiados pelos políticos. A verdade é: o recado não foi entendido!

Por que o Uber “caiu nas graças” da população*? Porque alguém que se dispõe a gastar mais para se locomover pela cidade espera em troca um serviço melhor. E isso muitas vezes não acontece com os táxis, apesar das “bandeiras 2” (tarifas mais caras em determinados dias e horários), mas quase sempre ocorre com os Ubers.

A tecnologia evolui. O homem, hoje, descobre água congelada em Plutão. Então por qual motivo plausível ele ainda precisa ir para o meio da rua disputar táxis com outros possíveis passageiros? Mais: dependendo do lugar em que se está, nem mesmo é seguro estar na rua e “denunciar” que se quer pegar um táxi. Além disso, muitos táxis só aceitarem pagamento em dinheiro, o que implica em mais insegurança para o usuário, que tem que andar com “dinheiro vivo” no bolso.

Há mais dois problemas: um nos carros, outro nos taxistas. Muitos dos táxis são carros velhos, sem a conservação necessária para o transporte de passageiros. Já alguns taxistas não tem o menor preparo para lidar com um cliente. Falta de educação no trânsito ao mínimo respeito com mulheres, passando por não quererem ligar ou desligar o ar-condicionado, colocar músicas em volume altíssimo, e até as famosas tentativas de “ser esperto(?)” e fazer o caminho mais longo… isso quando simplesmente não recusam a corrida e só querem levar passageiros “no tiro” (com preço fechado, sem taxímetro)!

O Uber tem problemas? Sim, é claro! Basta uma conferida rápida no Facebook dele e você vai ver reclamações sobre o serviço (a maioria, diga-se, com respostas e investigações). No entanto, o grande trunfo do aplicativo é usar a tecnologia a favor do serviço prestado. Você chama o motorista por um aplicativo com GPS, o que te permite ver onde estão os carros, se estão próximos de você ou não, e coloca o destino. Automaticamente, o aplicativo usa o Waze para traçar a melhor rota ao seu local final. Sem “esperteza”. O motorista te pergunta da temperatura do ar, da música e até mesmo te oferece água e balas. Por fim, ao terminar a corrida, você avalia o motorista com estrelas de um a cinco e paga com um cartão de crédito cadastrado no app – seguro como qualquer compra online. Não são as águas e as balinhas que conquistam (lembra do “Não é pelos 20 centavos”? Então…), mas esse “tratar o negócio justamente como um negócio”, uma relação comercial envolvendo alguém que pagou para receber por algo de outro. Ou seja, o passageiro é, de fato, um cliente, e não “uma pessoa para quem se presta um favor“.

O Uber, na verdade, faz o básico. Ele entrega o serviço contratado em alto nível, afinal você pagou por ele! O que deveria ser “simples”, às vezes, no nosso país, parece “extraordinário”. O recado é este: quer oferecer um bom serviço? Cumpra com o prometido decentemente. Facilite a vida do seu cliente, agrade-o, conquiste-o, sem “espertezas”.

A entrada do Uber no país, apesar dos diversos protestos de taxistas com apoio de políticos, fez com que algumas mudanças no setor fossem feitas “na marra”. Já existem aplicativos de cooperativas de táxis e muitos taxistas mudaram de postura após o “choque inicial” do Uber, se esforçando para melhorar o serviço prestado. Esse é o caminho! Esse é o recado! Essa é a grande vantagem da concorrência em qualquer setor e da liberdade de escolha por parte do cliente. Por isso, sou radicalmente favorável ao Uber – e aos táxis! (E ao Metrô e ao VLT, mas isso é tema para outro post!) E ao que mais surgir para facilitar a vida da população!

Nunca usou o Uber? Baixe o aplicativo no seu celular e coloque o código ubergregkv. Você ganhará R$20 de desconto na sua primeira corrida. Não, este post não é patrocinado.

*Aqui vale o asterisco: obviamente, estou falando de uma parcela da população que anda de táxi ou Uber. Não podemos deixar de ter em mente de que esta é uma polêmica que envole da classe média para cima. Uma grande parcela do povo sequer consegue usar direito os transportes públicos e está totalmente alheia ao debate Uber x Táxis por simplesmente não usar esses serviços.

Imagem em Destaque: Showmetech

Greg

Greg

Carioca, mangueirense, jornalista formado pela ECO-UFRJ.

2 thoughts to “Uber x Táxis: o recado não foi entendido!”

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