Skip to main content

Harry Potter: 20 anos de magia!

Há exatos 20 anos, em 26 de junho de 1997, J. K. Rowling publicava o primeiro livro da saga de Harry Potter. O lançamento de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” foi o início do surgimento do maior fenômeno cultural mundial já visto. Em festa pelos 20 anos da magia, só me resta dizer: obrigado, Harry Potter!

Já escrevi um pouco aqui em outro texto que considero Harry Potter “o maior fenômeno cultural já visto”. Com as comemorações dos 20 anos do lançamento, diversos sites enumeraram os feitos da saga do menino bruxo. Ao longo desse post, conforme as informações forem aparecendo, vou colocando os links caso vocês queiram olhar também e entender o tamanho da dimensão do fenômeno.

As mais de 450 milhões de cópias de livros vendidas, os mais de 14 bilhões e meio de dólares arrecadados com livros e filmes, esses números absurdos, ajudam a mostrar, mas não a explicar a magia de Harry Potter. Atingir mais de 200 países, em 79 idiomas, é “levar a coisa a outro patamar”. Mas o mais interessante nos livros da J. K. Rowling é o efeito pessoal e único que cada palavra pode despertar no leitor em si, como indivíduo.

Seja pra quem cresceu junto com Harry (minha geração), seja por quem já era adulto, ou por quem está chegando à maioridade agora e sempre terá vivido em um mundo em que existe Hogwarts, trouxas e Quadribol, as páginas de J. K. Rowling ensinaram muito – e continuam servindo de inspiração para fazermos um outro mundo possível.

Peço desculpas de antemão se o leitor se ofender, mas eu acredito que você tem que ser muito, mas muito limitado para não perceber que Harry Potter é muito mais do que um livro sobre magia e bruxaria e aventuras. Harry Potter passa por temas tão atuais, tão importantes e tão universalmente humanos que é uma das melhores fontes de inspiração para os dias de hoje. Vai ver esse é um dos grandes segredos para o sucesso da saga…

Aqui, não cabe enumerar tudo o que os livros abordam. Existem livros como “Harry Potter e a Filosofia” que falam disso com muito mais profundidade (e você vai se surpreender com QUANTAS referências históricas, culturais e sociais a J. K. Rowling tem, é surreal!). Mas não dá para fechar os olhos para as nuances, dramas (no melhor sentido da palavra), sensibilidade, seriedade e profundidade com que coisas como amizade, amor, lealdade, honra, hipocrisia, política, autoconhecimento e até mesmo preconceito e empoderamento feminino são abordadas.

Quantos jovens e adultos não redescobriram o prazer pela leitura com Harry Potter? Quantas pessoas se salvaram de depressão, quantas aumentaram sua autoestima, quantas se divertiram, quantas aprenderam com as histórias de cada um dos sete (e depois oito) livros? Quantas pessoas não acreditaram mais em si, em seus sonhos, e em transformar o mundo junto com a Armada de Dumbledore – e passaram a de fato fazer isso? Quantos outros livros não vieram na “cola” do mercado aberto por HP? Jogos Vorazes, Desventuras em Série, Artemis Fowl, etc etc…

Em um mundo de tempos cada vez mais sombrios, Harry Potter está aí para nos lembrar que as coisas não estão aí só por estar. Sim, são nossas ESCOLHAS que definem quem nós somos. Sim, nós podemos mudar o mundo com elas. Sim, nós sempre poderemos escolher como agir diante do que está aí. E “o que está aí” está aí por causa de… escolhas. Podemos e devemos lutar e mudar o que acharmos justo. Mas lembre-se sempre: a mudança é pelo respeito, pelo avanço, pela tolerância, pela aceitação, pelo amor, jamais pelo endurecimento e pela restrição. Ou você não entendeu nada dos livros, desculpa te desapontar.

No meu caso em particular, será que eu seria jornalista hoje num mundo sem Harry Potter? Será que eu teria desenvolvido o mesmo prazer que tenho hoje pela leitura sem ter acompanhado os lançamentos, as filas de espera, de cada um dos livros? Será que minha imaginação seria diferente, sem poder pensar nas mais mirabolantes teorias sobre as próximas histórias do Harry, da Hermione e do Rony? E imaginar cada um dos detalhes daquele mundo…

Sinceramente, não sei. E nem gostaria de saber. A magia de Harry Potter faz com que eu sinta que cada um daqueles personagens é parte da minha família. Sempre foi assim. Choramos com as mortes principais, adotamos os amigos e familiares queridos, rimos das conquistas de cada um, torcemos por certos encontros e até mesmo nos questionamos diversas vezes se faríamos o mesmo naquela situação ou se agiríamos diferentemente – quem nunca pensou “Meu Deus, Harry, como você pode ser tão cabeça dura?” hehe (aqui não estou colocando nomes propositalmente, em respeito se você está se encantando pelo mundo do Harry agora e ainda não conhece a história).

Obrigado, J. K. Rowling, por cada noite sem dormir, por cada madrugada em livraria lotada, por cada página virada nesse universo que você criou. Tão fantástico, mas tão real e humano.

Obrigado por nos mostrar como todos podemos ter momentos de luz e trevas, mas nos ensinar um pouquinho de diversas características humanas através de tantos personagens incríveis. Obrigado pela convivência com Hermione, Rony, Hagrid, Dobby, Gina, Luna, Dumbledore, Lilly, Molly, Sirius, Neville e até mesmo Snape… nossa, estou sendo injusto com tantos outros não citados!

Obrigado, Harry. A sua companhia sempre foi um lembrete de que nós sempre poderemos escolher fazer o bem. Obrigado por nos fazer acreditar que mesmo em um mundo sombrio e doloroso – e ninguém sentiu tanta dor como você -, podemos vencer pelo amor. Você é o exemplo que tanto precisamos hoje!

Greg

Greg

Carioca, mangueirense, jornalista formado pela ECO-UFRJ.

Comente