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Brasileirão 2019: hora das previsões!

Neste fim de semana, começa o Campeonato Brasileiro 2019! Como nos últimos anos, é hora de brincarmos de fazer previsões para o futuro dos 20 times na Série A. Confira e deixe os seus palpites!

Ao final do ano, vamos comparar o que realmente aconteceu com o que foi previsto. Será que o trabalho de vidente estará apurado em 2019? Você pode relembrar meu desempenho nos anos passados aqui (2015)aqui (2016), nesse post (2017) e também aqui (2018).

Sem mais demora, vamos às previsões para 2019!

As categorias são:

***** – Briga por título (no meu entender, fica entre 1º e 4º, mas sempre frequentando o G4 do campeonato)

**** – Briga por Libertadores (fica entre 3º e 9º – lembrando que tem o G6 para a Libertadores: o 5º e o 6º vão para a “Pré-Libertadores”)

*** – De férias em Novembro (fica entre 9º e 13º)

** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair (fica entre 13º a 18º)

* – Briga para fugir do rebaixamento (fica entre 15º a 20º)

Análise dos times em ordem alfabética:

Athletico-PR: Como tem sido costume, a previsão para o Furacão é muito difícil, pois foi campeão estadual com o time alternativo. O principal faz boa campanha na Libertadores (já classificado para as oitavas com uma rodada de antecedência). Tiago Nunes melhorou o que Fernando Diniz havia implementado em 2018. **** – Briga por Libertadores

Atlético-MG: Sinal de alerta ligado nesse início de ano: perdeu o Mineiro, foi eliminado da Libertadores e começa o Brasileirão sem técnico. O Galo tem time para brigar na parte de cima da tabela, mas não tem demonstrado isso em campo. Precisa definir um rumo (leia-se contratar um técnico) o mais rápido possível e mudar o ambiente para não ver os líderes “desgarrarem” logo no início do campeonato.*** – De férias em Novembro

Avaí: O Leão de Santa Catarina luta contra o “efeito ioiô”: caiu em 2017, subiu em 2018 e agora em 2019 tenta se firmar na Série A. A manutenção do técnico Geninho é um ponto positivo num país marcado por trocas de treinadores a todo momento. Foi campeão catarinense (com um pênalti com uso do VAR), mas aí entra aquela velha história que quem acompanha aqui o blog já leu várias vezes: estadual não é parâmetro para o Brasileiro – nem se tivesse perdido, nem por ter ganhado. A previsão é * – Briga para fugir do rebaixamento.

Quero fazer uma observação sobre o pênalti decisivo no estadual: não era para uso do VAR, mas sim da tecnologia da linha do gol (aquela que os sensores apitam no relógio do juiz se a bola atravessar totalmente a linha do gol). Essa imagem abaixo explica bem o motivo do uso do VAR nesse caso não ser conclusivo:

Bahia: Até o momento, tem um ano positivo com a conquista do Baiano e a classificação na Copa do Brasil. Ter conseguido manter a (boa) base da equipe com Douglas Friedrich, Ramires e Gilberto é algo que pode dar boa vantagem ao Tricolor contra outros times que estão tentando encontrar formações em pleno início de campeonato e continuarão com a Série A em andamento. É aproveitar isso nas primeiras rodadas e largar bem! ** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair

Botafogo: Sinal de alerta máximo ligado. O alvinegro não conseguiu se classificar para nenhuma semifinal de turno do Carioca. Já está eliminado da Copa do Brasil. Tem um elenco modesto e acabou de trocar de técnico, às vésperas do início da Série A. “Pelo menos” o péssimo início de ano pode ter servido para justamente “acordar o clube”. Eduardo Barroca dará certo no comando do Fogão? Gatito fará muitas defesas milagrosas? Diego Souza ainda tem lenha para queimar? O ano do alvinegro passa pelas respostas dessas perguntas.** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair

Ceará: Parecia que ia cair em 2018, desandou a ganhar jogos e escapou do rebaixamento. O problema é que em 2019 sofreu justamente nas mãos daquele que foi um dos principais (ou talvez “o” principal) responsável pela arrancada do ano passado: o técnico Lisca “Doido”. Perdeu o estadual jogando pouco futebol para o rival Fortaleza e foi eliminado da Copa do Nordeste (em um jogo em que o técnico optou pelo time reserva). Foram quatro meses “jogados no lixo” e apostar em um novo treinador já com a Série A batendo na porta é arriscado. Previsão é que * – Briga para fugir do rebaixamento

Chapecoense: Vice-campeã estadual (no já citado – ler Avaí – jogo do pênalti com uso de VAR), fez bons duelos contra o Corinthians na quarta fase da Copa do Brasil, mas acabou eliminada (tinha eliminado o rival Criciúma na terceira fase com duas vitórias). A diretoria ainda busca reforços e acabou de anunciar dois laterais. É fundamental para a Chape na disputa da Série A conseguir fazer valer o mando de campo. ** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair

Corinthians: Foi tricampeão paulista, mas em diversos jogos foi muito inferior ao adversário (principalmente nos duelos contra o Santos). Por mais que os estaduais não sejam parâmetro para o ano, o Paulistão serviu para mostrar algumas virtudes (uma equipe que sabe decidir, que tem “DNA vencedor” – para usar o termo da moda) e alguns defeitos. Carile conhece muito bem o elenco e foi o primeiro a admitir que o alvinegro pode e deve render muito mais, jogar muito mais bola. Hoje, está um patamar abaixo dos favoritos ao título, mas tem tudo para brigar na parte de cima da tabela o tempo todo e pode acabar aprontando.**** – Briga por Libertadores

Cruzeiro: Fortíssimo candidato ao título. Fred se recuperou da lesão e vem marcando gols atrás de gols. A defesa é uma das menos vazadas do Brasil nesse início de ano. Campeão mineiro invicto; 5 jogos e 5 vitórias na Libertadores (em um grupo não tão difícil, é verdade, mas não importa). A grande dúvida é: jogando fases finais de tantas competições ao mesmo tempo, o time celeste vai priorizar a Libertadores, a Copa do Brasil (que tem o maior prêmio em dinheiro) ou a Série A? Ainda assim, ***** – Briga por título

CSA: Depois de “pegar o elevador” e subir em sequência ano a ano (da Série D em 2016, C em 2017, B em 2018 para a Série A em 2019), chegou a hora do time alagoano tentar se consolidar entre a elite do país. Muitas contratações foram feitas e o técnico Marcelo Cabo disse que outras ainda podem acontecer. Costuma ser ruim ir montando o elenco durante o Brasileirão, mas dentro do sistema de “mini-metas” que o clube vai adotar a cada cinco ou seis rodadas, pode funcionar.* – Briga para fugir do rebaixamento

Flamengo: Nesse início de ano, o rubro-negro não consegue transmitir em campo a superioridade que aparenta ter no papel. São poucos os times que podem “bater de frente” a um formado por Diego Alves, Cuéllar, Arrascaeta, Diego, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol. Mas percebeu que eu não citei as laterais? E Abel Braga? Será que consegue “fazer o time jogar” ou não dura muito tempo a mais no cargo (tem um duelo duríssimo pela Libertadores valendo vaga nas oitavas de final no meio das primeiras rodadas da Série A)? Se avançar na Libertadores e na Copa do Brasil, o Flamengo pode abrir mão de rodadas do Brasileiro, poupando jogadores, o que pode custar pontos preciosos na disputa do título. Tenho minhas dúvidas se o elenco (não o time “titular”, ou 14/15 jogadores) é tão valioso e bem montado assim para aguentar diversas competições. Mesmo assim, inegavelmente tem muita qualidade individual (ainda falta acertar a coletiva) e é um dos favoritos ao troféu. ***** – Briga por título

Fluminense: Eu diria que é praticamente o oposto do rival Flamengo: é um time limitado individualmente, mas que tem em Fernando Diniz um estilo de jogo interessante, diferente e ousado e que pode dar resultados positivos. Pode dar muito errado e virar “saco de pancadas”? Pode. Mas não acredito. Com mais tempo de entrosamento; se Paulo Henrique Ganso recuperar uns 60% do jogador que já achamos que seria; e se o atacante Pedro ficar até o fim do ano e voltar a jogar como antes da grave lesão, a Série A tem tudo para ser tranquila para o tricolor. Mais um ano sem grandes ambições (deve focar na Copa do Brasil e Sul-Americana, em que tem mais chances de títulos), mas sem sustos também. *** – De férias em Novembro

Fortaleza: A permanência do técnico Rogério Ceni foi a melhor notícia para o Tricolor, pois não precisou jogar fora o último ano e esses meses de 2019 para iniciar um novo trabalho a poucos dias da Série A. Apesar da ótima campanha na Série B no ano passado e do título cearense em cima do maior rival esse ano, no Brasileirão “o sarrafo é mais alto”. Hora da verdade para o Rogério Ceni e o Fortaleza mostrarem seu real valor.* – Briga para fugir do rebaixamento

Goiás: Afirmo claramente: a demissão do técnico Maurício Barbieri foi o maior erro de todos os clubes da Série A. Tudo bem que o Goiás falhou nos momentos decisivos desse início de 2019, sendo eliminado precocemente na Copa do Brasil para o CRB e vice-campeão goiano (perdeu a final para o rival Atlético-GO), mas o trabalho de Barbieri era embrionário. Claudinei Oliveira chegou com pouquíssimo tempo para treinos e vai fazer diversas mudança no time titular (até o goleiro deve ser outro, o Tadeu tomou a vaga do Sidão). Mesmo que se mostrem acertadas, o esmeraldino não tem tempo para “pagar para ver” caso as mudanças drásticas não encaixem logo de cara. Eu apostaria na continuidade de um trabalho que até algumas semanas atrás era elogiado em diversas regiões do Brasil. Enfim… * – Briga para fugir do rebaixamento

Grêmio: O tricolor gaúcho chegou a ter um momento de instabilidade, mas parece ter voltado ao eixo com vitórias na Libertadores e o título do Gaúcho (nos pênaltis, é verdade). É uma equipe que está acostumada a decisões, que tende a crescer nos jogos difíceis, um grupo “cascudo”. O “fico” do Renato Gaúcho para comandar a equipe em 2019 foi fundamental para as pretensões do Grêmio no ano por dar sequência ao trabalho vencedor. O único porém é aquele dos grandes times: como equilibrar a Série A com as demais competições ao mesmo tempo?***** – Briga por título

Internacional: Invicto na Libertadores, o Colorado já tinha feito uma surpreendente campanha na Série A do ano passado, manteve a base e agora passou a contar com Paolo Guerrero. Tem todos os ingredientes para disputar o campeonato todo na parte de cima, desde que não abra mão do Brasileirão para priorizar as copas. **** – Briga por Libertadores

Palmeiras: O atual campeão brasileiro se assemelha muito ao Flamengo – e não só no elenco milionário, mas também por não entregar em campo tudo aquilo que no papel parece ser possível e a torcida espera. No entanto, tem o melhor elenco do Brasil (que dupla é essa formada por Ricardo Goulart e Dudu, sem falar no Scarpa e no Willian e… rs) e pode até dividir as atenções com as copas que estará na briga – exatamente como fez em 2018 e foi vitorioso.***** – Briga por título

Santos: Com as perdas de Gabigol (artilheiro da última Série A) e Bruno Henrique, a maior estrela do alvinegro praiano está no banco de reservas, é o técnico Jorge Sampaoli. Com um estilo próprio, ousado, que foge da mesmice do futebol brasileiro, é para mim a grande incógnita desse campeonato. Qual será a performance do Santos? Nesse ano o time de Sampaoli foi capaz de atuações incríveis, como na vitória por 7 a 1 contra o Altos-PI pela Copa do Brasil, mas também bizarras, como na derrota por 5 a 1 contra o Ituano no Paulistão. Quase coloquei como “briga por Libertadores”, mas acho que o estilo “meio maluco” e os jogos abertos e cheios de gols que devem acontecer vão acabar colocando o alvinegro *** – De férias em Novembro.

São Paulo: De eliminado na pré-Libertadores pelo fraco Talleres (ARG) e quase eliminado no estadual, o tricolor conseguiu se reconstruir e chegar na final do Paulista. Perdeu, mas Cuca ainda não teve muito tempo de trabalho. Tem tudo para crescer ao longo do campeonato e dependendo das circunstâncias pode pensar em voos mais altos. Curioso pra ver como vai jogar Alexandre Pato em seu retorno ao futebol brasileiro. Pode ser o diferencial que justamente comandará esses voos mais altos do São Paulo – juntamente com o Hernanes, claro!
*** – Briga por Libertadores (mas acho que mais pra posições inferiores dessa faixa – 6º a 9º, mais pro “de férias em Novembro” – do que no G4)

Vasco: A demissão do Alberto Valentim é quase como a do Maurício Barbieri (Goiás). O cruzmaltino chegou na final do Carioca e perdeu para uma equipe sabidamente muito superior. Fez o que pôde. Começa o campeonato sem técnico, ou seja, sem rumo definido. Vai precisar arrumar o carro com ele andando (apesar da Copa América), o que pode ser fatal. Alerta ligado desde já, precisa fazer valer o mando em São Januário (consciência disso e apoio da torcida serão fundamentais) e não pode começar perdendo pontos bobos nas primeiras rodadas para depois não se enrolar, como tem sido a tônica dos últimos anos do Vasco na Série A. ** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair

O que achou das minhas previsões? Concorda? Discorda? Faça as suas nos comentários do post e vamos comparar em dezembro! Boa sorte!

Foto em destaque: Dhavid Normando | Futura Press | Estadão Conteúdo

Greg

Greg

Carioca, mangueirense, jornalista formado pela ECO-UFRJ.

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