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Brasileirão 2018: previsões para o futuro!

Vai começar o Campeonato Brasileiro 2018! Chegou a hora de fazer a nossa já tradicional brincadeira de tentar prever como serão as campanhas dos 20 times da Série A. Vem conferir e deixar os seus palpites!

Esse ano as previsões estão ainda mais difíceis, pois (graças a Deus) é ano de Copa do Mundo! E isso significa que o Brasileirão ficará um mês parado após as 12 primeiras rodadas para a disputa na Rússia. É a chance de clubes que começarem mal se reorganizarem, com uma temporada de treinos após mais ou menos um terço do campeonato disputado… ao final do ano espero não passar vergonha ao compararmos os resultados com as previsões! rs

Você pode relembrar meu desempenho nos anos passados aqui (2015)aqui (2016) e nesse post (2017).

Vamos às previsões para 2018!

As categorias são:

***** – Briga por título (no meu entender, fica entre 1º e 4º, mas sempre frequentando o G4 do campeonato)

**** – Briga por Libertadores (fica entre 3º e 9º – lembrando que tem o G6 para a Libertadores: o 5º e o 6º vão para a “Pré-Libertadores”)

*** – De férias em Novembro (fica entre 9º e 13º)

** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair (fica entre 13º a 18º)

* – Briga para fugir do rebaixamento (fica entre 15º a 20º)

Análise dos times em ordem alfabética:

América-MG: Messias na zaga e Aylon no ataque foram destaques no Estadual que o Coelho parou na semifinal. Alguns reforços chegando para a Série A, mas, no geral, fica difícil competir com os elencos e investimentos dos adversários. * – Briga para fugir do rebaixamento

Atlético-MG: Se perdeu alguns nomes de peso em relação ao ano passado como Robinho e Fred, um time que segue com Victor, Leonardo Silva, Elias, Luan e Ricardo Oliveira não pode ser descartado como de qualidade no cenário nacional. Com a perda do título mineiro após boa vantagem no primeiro jogo, como estará a paciência da torcida, imprensa e diretoria com o jovem (e promissor – pois deu uma boa arrumada no time) Thiago Larghi se o Galo perder uns jogos? A conferir! **** – Briga por Libertadores

Atlético-PR: O Furacão foi campeão estadual tendo o melhor ataque, a melhor defesa, o artilheiro e só uma derrota em 16 jogos. Isso credencia o time para o Brasileirão? Não, porque tem um detalhe: o Paranaense foi conquistado com o time de aspirantes comandado pelo Tiago Nunes. O Fernando Diniz e o time principal ficaram se preparando exclusivamente para o Brasileirão e a Copa do Brasil (onde o time já está na quarta fase e venceu o São Paulo por 2 a 1 no jogo de ida). O atleticano deve pensar: “se os aspirantes estão bem assim, imaginem o principal!”. Para mim, a estratégia de poupar os jogadores no início do ano é muito interessante, mas torna a previsão uma grande incógnita. Vou arriscar: *** – De férias em Novembro

Bahia: Teve uma reta final de Brasileirão ano passado muito interessante com o Carpegiani e, mesmo com mudança de técnico, começou 2018 campeão estadual. Para o Tricolor, vale a máxima de sempre: “até que ponto estadual é parâmetro para a Série A?”. ** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair

Botafogo: O alvinegro começou o ano como terminou 2017, muito mal. Felipe “Tigrão” Conceição não conseguiu dar um padrão para a equipe. Mas aí veio Alberto Valentim e, se o Botafogo não é brilhante, sem dúvidas se tornou um time muito mais organizado, aguerrido e competitivo. Mais um ano que o clube entra no Brasileirão com o elenco “na conta do chá”, mas surpreendeu positivamente nos anos anteriores. Valem duas observações, uma positiva e outra negativa: ter sido eliminado precocemente da Copa do Brasil pode acabar ajudando a manter o foco na Série A; assim como no caso do Bahia, até que ponto ser campeão estadual serve de teste para a disputa contra a elite do nosso futebol? Fiquei bem na dúvida dessa previsão, mas: *** – De férias em Novembro (a dúvida é se colocaria “Deve ficar, mas pode brigar para não cair”, mas estou otimista!)

Ceará: Mesmo com o título estadual com duas vitórias sobre o rival Fortaleza, o técnico Marcelo Chamusca reconhece a necessidade de reforços para a disputa da Série A (e diz que eles virão). Olho no promissor Arthur, que já tem 16 gols no ano (artilheiro do Brasil no momento), que pode ser um dos destaques do campeonato – a torcida espera que ele não seja vendido. Por falar nela, se a torcida “comprar o barulho do time”, aliviando a pressão em momentos ruins e lotando o Castelão para apoiar, pode ser um diferencial. * – Briga para fugir do rebaixamento

Chapecoense: Fez uma primeira fase do Catarinense sensacional, mas acabou perdendo em casa o título estadual – em jogo único. Vale o alerta de que nos momentos decisivos e mais difíceis do ano até aqui não foi bem: também foi eliminada da pré-Libertadores com duas derrotas (para o Nacional-URU). E a Série A está muito mais para os jogos da Libertadores e da final do Catarinense do que para a primeira fase do estadual. ** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair

Corinthians: Atual campeão brasileiro e bicampeão paulista (o que não chega a dizer tanto, mas…), é um time acostumado a vencer. Aprendeu a jogar – e a ganhar – o Brasileirão, tanto que já tem 3 títulos só nesta década. Organizado taticamente, com bons valores individuais e difícil de ser batido em casa, o Corinthians tem todos os ingredientes para disputar mais uma vez o título. ***** – Briga por título

Cruzeiro: Tinha chegado na decisão do Mineiro invicto, aí perdeu para o Galo o jogo de ida da final, mas acabou conquistando o título no jogo de volta com o 2 a 0 no Mineirão. Essa final inclusive exemplifica bem como é bom ter dois ótimos jogadores como Thiago Neves e Arrascaeta no time. Apesar da lesão de Fred, que era um reforço de peso para a temporada, o Cruzeiro de Mano Menezes vem sendo eficiente desde o ano passado. Duas ressalvas: não vai bem no maior teste do ano, a Libertadores, e pode ter que dividir as atenções em diversas rodadas da Série A com a competição continental (e mais pra frente com a Copa do Brasil também). **** – Briga por Libertadores

Flamengo: Se tem nomes fantásticos no papel, esse peso não se reflete nas atuações como time em campo, muito menos na organização fora dele. Começa a Série A sem técnico (o interino Barbieri será efetivado? Não? E se perder dois jogos? Continua ou sai?), sem qualquer planejamento no departamento de futebol, que acabou de ser corretamente reformulado. É claro que talentos individuais como Diego Alves, Réver, Diego, Éverton Ribeiro e até mesmo os jovens Vinicius Jr e Lucas Paquetá não podem ser desprezados e podem “decidir jogos sozinhos”. Mas acredito que será necessária uma maior organização (que hoje passa longe do rubro-negro) para um clube ser campeão brasileiro. Além disso, o Flamengo vai dividir as atenções da Série A com a Libertadores e a Copa do Brasil, o que pode custar pontos preciosos. **** – Briga por Libertadores

Fluminense: O ano se desenhava “catastrófico” para o tricolor, que havia perdido “os medalhões” Diego Cavalieri, Gustavo Scarpa e Henrique Dourado – esses dois últimos destaques do time em 2017. Apesar de alguns tricolores criticarem o técnico Abel Braga, ele conseguiu fazer um elenco repleto de jovens ter uma cara e ser razoavelmente competitivo. Ayrton Lucas e Pedro, por exemplo, entraram muito bem na equipe. Até mesmo Júlio César tem agarrado bem. “Na conta do chá”, a Série A deve ser sem grandes ambições para o tricolor, mas também sem sustos (o que talvez deixe os torcedores hoje em abril irritados, mas, se oferecessem esse cenário para eles em dezembro, provavelmente aceitariam na hora). *** – De férias em Novembro

Grêmio: O atual campeão das Américas e campeão gaúcho é hoje, pra mim, o melhor time do Brasil. Joga o melhor futebol e está acostumado a decidir, a vencer. O trabalho de Renato Gaúcho, que resolveu permanecer no tricolor, é sensacional – e confesso que eu achei que nunca escreveria essa frase na minha vida. É o meu favorito ao título. Uma única ressalva é que o Grêmio tem o mesmo problema de outros times: vai jogar Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro ao mesmo tempo. Ano passado “abriu mão” da Série A razoavelmente cedo por causa da Libertadores – estratégia que deu certo. Vai repetir esse ano? ***** – Briga por título

Internacional: Eliminado nas quartas do Gaúcho, o Colorado teve 21 dias de treinos antes de receber (e vencer) o Vitória pela Copa do Brasil logo antes da estreia no Brasileiro. Esse intervalo pode ser um fator importante para o time começar o campeonato “voando” – tanto tática como fisicamente – e abrir boa vantagem até a parada para a Copa do Mundo. De volta à Série A, o tempo forçado de treinos pode ter servido para corrigir os erros dos primeiros meses do ano, principalmente no ataque, que tem se mostrado pouco eficaz até aqui apesar de bons nomes como D’Alessandro, Nico López e Leandro Damião. **** – Briga por Libertadores

Palmeiras: Elenco farto, dinheiro para contratações se forem necessárias e casa sempre cheia. O Palmeiras segue no patamar consolidado de uma das principais forças do nosso futebol. A única ressalva é a mesma de Grêmio, Flamengo e outros: vai disputar diversas competições ao mesmo tempo, o que pode tirar o foco e custar pontos importantes no Brasileiro. ***** – Briga por título

Paraná: De volta à elite nacional, o tricolor fez um estadual razoável, com a terceira melhor campanha no geral, mas fora das finais dos turnos (e consequentemente do campeonato). O time teve duas semanas de treinos fechados desde a eliminação para o Londrina, então é difícil saber o que o técnico Rogério Micale está preparando para a Série A. O que se sabe até aqui é a aposta em muitos garotos e a certeza de que o desempenho em campo precisa melhorar – o alerta após o estadual está ligado! Reforços prometidos se forem concretizados serão muito úteis para trazer mais qualidade e experiência ao elenco. * – Briga para fugir do rebaixamento

Santos: O alvinegro lidera o grupo na Libertadores e aproveitou o Paulista para dar rodagem para muitos garotos, como manda a louvável tradição do clube. Rodrygo surgiu assim e é uma ótima novidade no ataque santista, que ainda conta com Gabigol. Além disso, tem um técnico (Jair Ventura) que vem se mostrando promissor e tem tudo para repetir o ótimo trabalho feito no Botafogo (apesar de uma queda de rendimento no final). **** – Briga por Libertadores

São Paulo: Entra ano, sai ano, o São Paulo muda de técnico e segue sendo uma incógnita. Mais uma vez, você olha os nomes do time e vê qualidade no São Paulo. Sim, tem Rodrigo Caio e Anderson Martins na zaga, tem Nenê, Petros, Valdívia, Diego Souza, Cueva… mesmo que não tenha “craques”, os nomes são muito mais fortes do que os de talvez uns 14 times da Série A. Então por que o tricolor não engrena? Não sei. Mais uma vez, como andará a paciência da torcida e da diretoria? Essa resposta pode ser determinante pro ano são-paulino. Mesmo assim vou arriscar que: **** – Briga por Libertadores (minha outra possível previsão seria “de férias em Novembro”)

Sport: Fora da final em Pernambuco, o Sport passa por uma reformulação do elenco na véspera de estrear na Série A, o que é péssimo, pois joga fora o trabalho dos primeiros meses do ano. Como alento ao torcedor, vale lembrar a parada de um mês para a Copa do Mundo, que pode servir para entrosar o novo time. Mas até lá, o estrago das 12 primeiras rodadas pode ter sido grande. Em 2017, o Sport já passou sufoco e se livrou do rebaixamento por muito pouco. Alerta ligado!  * – Briga para fugir do rebaixamento

Vasco: Se o elenco não é lá essas coisas, tem um técnico promissor (Zé Ricardo) que consegue dar padrão tático e segurança para a equipe ser razoavelmente competitiva – era campeã carioca até os 49 do segundo tempo e vide o empate com o Cruzeiro no Mineirão pela Libertadores em que o cruzmaltino foi superior na maior parte do tempo. A arrancada no final do ano passado é mais uma prova do bom trabalho de Zé Ricardo no clube, que deve ter um ano sem sustos, principalmente se conseguir segurar o Paulinho na janela de transferências. *** – De férias em Novembro

Vitória: Campanha normal no Baiano, em que foi vice-campeão mas emplacou três jogadores na seleção (com destaque para Neílton, artilheiro e craque do campeonato). Por causa da confusão generalizada no Ba-Vi de fevereiro, teve que alterar peças nos jogos decisivos do estadual. De qualquer forma, vai precisar apresentar mais para a disputa da Série A já que sabemos que “estadual não é parâmetro” (basta ver a derrota na Copa do Brasil para o Internacional logo antes da estreia no Brasileiro). ** – Deve ficar, mas pode brigar para não cair

O que achou das minhas previsões? Concorda? Discorda? Faça as suas nos comentários do post e vamos comparar em dezembro!

Foto em Destaque: Lucas Figueiredo | CBF

Greg

Greg

Carioca, mangueirense, jornalista formado pela ECO-UFRJ.

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