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Acabou o caô mesmo: o “efeito Guerrero” no Flamengo!

Três jogos, três gols, três vitórias. Esse é o impressionante aproveitamento de Paolo Guerrero no Flamengo. E, com a fase instável vivida pelo time, o feito é ainda mais marcante.

Como se não bastante marcar gols pelo rubro-negro carioca, Guerrero tem dado vitórias ao Flamengo. Vitórias que andavam em muita falta lá nas bandas da Gávea. Mas, com o novo camisa 9 em campo, o panorama é outro, exatamente o oposto: 100% de aproveitamento.

Esse desempenho excepcional do atacante peruano mostra que o investimento feito pela diretoria do Flamengo já foi válido. Já “foi pago”! O clube voltou a vencer, o programa de sócio-torcedor voltou a crescer, o estádio voltou a encher, e a torcida voltou a ter um ídolo. Estive na Gávea na última semana e posso afirmar: aquilo estava uma loucura! Lotado de torcedores e, como não podia ser diferente, todos comprando camisas do “9 – Guerrero”. Os próprios vendedores das lojas comemoravam o fato de terem recebido uma “nova leva” de números 9 para personalizarem camisas, pois a oferta não estava dando conta da procura.

Fica mais fácil entender ao imaginar a seguinte comparação: se o Flamengo fosse um país, o “efeito Guerrero” faz girar toda a “economia rubro-negra”. Em outras palavras, o clube ganha esportivamente e financeiramente, com bilheteria em jogos, vendas de camisas, publicidade. Muito se falou do “custo Guerrero” na imprensa, de que os valores de salário seriam muito altos, etc. O Flamengo garante que pode pagar tranquilamente pelo artilheiro. E, além disso, a julgar por todos os benefícios que o Guerrero tem trazido, em só três jogos já dá para cravar: que golaço da diretoria, excelente contratação!

Guerrero está tão bem e o seu efeito no clube está tão positivo que até salvar o (pífio) trabalho do técnico Cristóvão Borges ele tá conseguindo! Aí você vê o alto nível do atacante! Porque sim, mesmo com as vitórias recentes, o Flamengo continua sem que seu técnico tenha feito um trabalho minimamente aceitável. Esquemas mal pensados, substituições toscas (quando as faz), derrotas em pleno Maracanã para Figueirense (de virada) e um chocolate de bola do Corinthians… tudo isso na conta do Cristóvão. Mas, como a torcida gostou de cantar, agora “acabou o caô”. E parece que acabou mesmo! Sorte da nação rubro-negra e também sua, Cristóvão: o Guerrero chegou!

Foto em Destaque: Gilvan de Souza | Flamengo

Greg

Carioca, mangueirense, jornalista formado pela ECO-UFRJ.

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