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A maestria está no buscar, não no chegar

Há um tempo assisti a uma palestra da Sarah Lewis no TED, onde ela fala sobre o valor das quase vitórias. Fazendo a retrospectiva do meu ano, pensando sobre o cinco minutinhos e sobre minha meia maratona que me fez começar isso tudo, o vídeo me veio à cabeça novamente. 

Lembro bem de começar o ano com muitos desejos e muita esperança. Anotei em um papel o que queria para o ano seguinte e hoje percebo que muitas dessas coisas alcancei, mas não necessariamente consegui o que queria.

lista de resoluções de ano novo Laura

Analisando hoje acredito que a maioria dos itens da minha lista estavam relacionados a ter sucesso, por meio de um emprego, por meio da conclusão de um objetivo. Agora, entendo que, como a Sarah falou, sucesso é um momento, o que celebramos mesmo é a criatividade e a maestria.

2015 foi um ano difícil pra mim. Financeiramente, profissionalmente, mentalmente, sentimentalmente. Mas percebi que os obstáculos só se fazem presentes quando a vida está em movimento, quando temos alguma conquista.

Consegui um emprego na criação de uma agência de publicidade. Aprendi a me alimentar de maneira mais saudável. Emagreci. Fui morar sozinha – um dos meus maiores sonhos, desejos, objetivos da vida desde a adolescência. Completei uma meia maratona, veja só. Tudo isso estava na minha listinha. Fiz novos amigos, conheci e tive o prazer de ajudar gente inspiradora, ganhei um tênis da NIKE, que vinha ainda com um conjunto de blusa, short e meia de compressão, da PRÓPRIA NIKE. Exercitei muito minha paciência, cuidei da minha energia.

montagem com imagens nos presentes da Nike

Aprendi que pra emagrecer você não precisa se privar de pequenos prazeres, como aquela sobremesa do Paris 6 ou aquele bombom depois do almoço, às vezes.

Por isso tudo, foi um ano de muitos aprendizados.

Aprendi a dar mais valor às pessoas realmente especiais, aprendi o valor do perdão. Aprendi que eu não to imaginando, que eu não to ficando louca, que a culpa não é minha, que eu não provoquei, e que tá na cara que foi abuso. Aprendi a parar de pedir cinco minutinhos para alcançar meus objetivos, aprendi que dinheiro é difícil pra caramba de ganhar, mas facinho de gastar, aprendi a economizar, a me organizar. Aprendi a entender e respeitar a luta alheia. Aprendi a agradecer, a acreditar. Aprendi que dinheiro nenhum vale o estresse. Aprendi, sobretudo, a desejar menos coisas e mais ideias.

Quando desejei emagrecer, por exemplo, o que queria na verdade era conseguir criar hábitos mais saudáveis na minha vida e me focar nas coisas que faço. Quando determinei que completaria uma meia maratona sem caminhar, o que queria na verdade era ter força de vontade para lutar pelos meus objetivos e fazer o necessário para alcança-los sem deixar a preguiça me ganhar. Não aguentava mais procrastinação. Nunca imaginei, depois de tanto treinamento, que no km 14 eu já estaria andando – com a próxima prova já na cabeça.

Nessa ocasião, em várias outras da listinha do meu ano, me senti derrotada. Felizmente, depois me dei conta de que, como mostrou brilhantemente Sarah Lewis, “maestria não é um compromisso com um objetivo mas sim com uma busca constante. O que nos leva a fazer isto, o que nos faz ir adiante é valorizar esta quase-vitória”.

Neste fim de ano, queria MUITO deixar esse aprendizado para vocês: abracem suas quase-vitórias, porque “chegar perto de onde você pensou que queria pode lhe ajudar a atingir mais do que você sequer sonhou.”. Que 2016 seja cheio de boas energias, boa sorte, paz de espírito, mais pessoas falando de ideias e valorizando suas quase-conquistas!

Laura.

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