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A incessante busca pela qualidade

Defendo a teoria de que pra tudo na vida há a possibilidade de se fazer bem feito ou não. Isso não significa ser necessariamente o melhor, mas implica em buscar o seu próprio melhor. Implica em se dedicar e buscar qualidade sempre.

Penso que buscar qualidade, ser bom, ou “fazer bem feito” é o caminho a ser procurado em tudo. Seja você um médico, um garçom, um gari, um atleta ou um jornalista, você pode ser um bom médico ou um médico medíocre, um ótimo garçom ou um garçom deplorável, e assim por diante.

É claro que existe uma certa “aptidão natural”, ou um “dom”, ou o que queiram chamar, de algumas pessoas para algumas atividades. (OBS: É preciso ter muto cuidado com a interpretação desse discurso, pois dele derivam preconceitos e ideias macabras!) Por exemplo: se eu treinar o triplo do que treina o Usain Bolt, ainda assim não vou vencê-lo numa prova de 100m. Se eu servir mesas durante 20 anos, nada garante que eu seja melhor do que o garçom ao lado, que serve há quatro “só”. O que quero dizer não é em comparação com outras pessoas. Na verdade, tem a ver com o âmbito pessoal.

André Agassi, em sua autobiografia, revela que rebatia um milhão de bolas de tênis na infância porque seu pai dizia que era “matemática”: se ele rebatia tudo isso em treinos, na hora do jogo seria moleza! O Oscar Schmidt revelou, em diversas entrevistas, que ficava arremessando bolas de basquete após os treinos até fazer sei lá quantos pontos. Zico também adotava essa tática: após os treinos, pendurava camisas nos ângulos do gol e ficava batendo faltas mirando nas camisas até escurecer. O que eles todos têm em comum está claro, não? Determinação (aliada aos gênios que são!) para buscar incessantemente a qualidade no que faziam. Fazer só por fazer não era o bastante, era preciso mais.

Um dos males do nosso tempo é o “fazer por fazer”, sem que muitos busquem esse algo a mais. É uma ideia de desafiar-se a si mesmo, de buscar melhorar a si mesmo, de dar qualidade ao que se faz. Eu posso não ser o melhor médico do mundo, mas eu vou ser o melhor médico que eu puder ser. Eu posso não ser o jornalista mais brilhante do mundo, mas vou buscar ser o melhor jornalista que eu puder. E, invariavelmente, ao adotar esse pensamento e ideal, “corre o grande risco” de você acabar sim sendo bem melhor do que o colega ao lado.

Foto em Destaque: Meme da internet

Greg

Carioca, mangueirense, jornalista formado pela ECO-UFRJ.

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